A Polícia Federal concluiu que o comerciante Francisco Wanderley Luiz, conhecido como Tiu França, agiu sozinho, na tentativa de cometer um ato terrorista no Supremo Tribunal Federal (STF). Ao ser abordado por seguranças, ele se matou com explosivos na Praça dos Três Poderes.
O resultado da investigação foi divulgado nesta terça-feira (29). Segundo a Polícia Federal, foram analisadas mensagens de texto, contas de e-mail e movimentações bancárias. Não foi encontrada nenhuma evidência de participação de outras pessoas no caso.
Apoiador de Jair Bolsonaro, em 2020 ele foi candidato a vereador de Rio do Sul, em Santa Catarina, pelo PL, mas não se elegeu. Tiu França publicou diversas mensagens em redes sociais contra a eleição do presidente Lula e se mostrava inconformado com o resultado da eleição de 2022.
Amigos relataram que os problemas mentais de França começaram a aparecer depois que ele se separou. Sua ex-mulher, Diane Dias, disse em depoimento à PF que sabia dos planos dele. Quatro dias depois, ela ateou fogo à casa em que morou com o ex-marido. Morreu duas semanas depois, em consequência dos ferimentos.
Os dados da investigação foram repassados ao STF, que conduzia o inquérito. Como não há nenhuma indicação de outros envolvidos, o caso deve ser arquivado.

