O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, renovou a decisão que mandou prender Roberto Jefferson. Dois novos crimes foram adicionados à lista de acusações: tentativa de homicídio e resistência à prisão.
Acusado de calúnia, difamação, injúria, de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e de incitar publicamente animosidade entre as Forças Armadas e as instituições civis ou a sociedade, Jefferson cumpre prisão domiciliar. Ao resistir a uma ordem para voltar à cadeia, ele lançou granadas e atirou com um fuzil. Feriu dois policiais federais que haviam ido à casa cumprir o mandado inicial.
Jefferson resistiu a tarde toda em sua casa em Levy Gasparian, no Rio de Janeiro. Entregou-se por volta das 19h.
Moraes também mandou prender todos os que estiverem com Jefferson e em flagrante delito, independente da hora em que a ordem for cumprida. A permissão para a prisão em qualquer horário foi dada porque a Constituição proíbe a entrada da polícia em domicílios antes das 6h e depois das 18h.
Leia a decisão proferida há pouco por Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal:
Atualização às 19h19: este texto foi modificado para registrar que o ex-deputado Roberto Jefferson se entregou à Polícia Federal por volta as 19h.

