A defesa de Wellington Macêdo disse ao Supremo que a decisão do ministro Alexandre de Moraes que mandou prender o jornalista se baseou em “crimes imaginários”. Macêdo foi preso no dia 3 por supostamente financiar e organizar atos antidemocráticos marcados para 7 de setembro.

O jornalista afirma ser coordenador do movimento “Marcha da Família”. E disse em um vídeo publicado nas redes sociais que é preciso invadir o STF para “retomar o poder”.

Seus advogados dizem que a decisão de Moraes é subjetiva, com “um mísero parágrafo” sobre incitar a população a cometer atos “violentos e antidemocráticos”. Eles também acusam o ministro de censurar a imprensa e mandar prender Macêdo “quando a reportagem desagrada certos Ministros desta Corte”. 

Os representantes de Macêdo, ao dizerem que não têm acesso ao processo no STF, comparam a decisão de Moraes a medidas “teratológicas típicas de cortes medievais e de tribunais da inquisição”. A ação será relatada por Luís Roberto Barroso, um dos ministros da corte que mais têm sofrido ataques de bolsonaristas.