O presidente do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas, conta com três trunfos para ser o indicado de Lula à vaga da ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber, que se aposenta no mês que vem.

Além de Dantas, a disputa conta com o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro do Superior Tribunal de Justiça Luís Felipe Salomão.

Os trunfos de Dantas têm sido usados para conquistar separadamente o apoio de diferentes grupos, fundamentais para dar sustentação à indicação.

O primeiro trunfo é o apoio de políticos, como o do senador Renan Calheiros (MDB-AL), seu padrinho, e do ex-presidente José Sarney (MDB). Nos últimos dias, Lula perguntou o que aliados acham do presidente do TCU.

Dantas também passou a ser elogiado por empresários após idealizar a Secretaria de Controle Externo de Solução Consensual e Prevenção de Conflitos do TCU, que busca estreitar o diálogo entre os setores público e privado.

Por fim, para ter também o apoio de integrantes do governo, Dantas votou para que o TCU participe mais ativamente da fiscalização das transferências especiais, chamadas emendas pix, que tem sido usadas por deputados e senadores após o fim das emendas de relator, as RP9, conhecidas como orçamento secreto.

Hoje, a fiscalização deste tipo de transferência deve ser feita pelos Tribunais de Contas dos estados, sem participação do TCU. À Câmara, o tribunal sugeriu a elaboração de uma lei que autorize que órgãos federais atuem conjuntamente com os órgãos de controle estaduais.