A Polícia Federal e o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo prenderam três pessoas suspeitas de participar de um esquema de fraude em investigações policiais, corrupção e vazamento de informações sigilosas. Os nomes dos detidos na operação, que recebeu o nome de Augusta, seguem sob sigilo.

De acordo com os investigadores, o grupo atuava para favorecer pessoas que eram alvos de inquéritos policiais, fornecendo informações privilegiadas, arquivamento irregular de inquéritos e no fornecimento de documentos falsos para que fosse feita a liberação de bens apreendidos pela polícia.

A investigação surgiu depois que um dos suspeitos apresentou documentos fraudados para conseguir a liberação de um helicóptero. A fraude envolvia agentes públicos e privados. A apuração teve apoio da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo.

Além do helicóptero, a Justiça determinou o bloqueio de outros bens que, somados, chegam a 12 milhões de reais.