A 13ª Vara Federal de Curitiba encerrou as ações penais contra o advogado Rodrigo Tacla Duran, que defendeu as empreiteiras Odebrecht, UTC e Mendes Junior na Lava Jato e foi acusado de lavar dinheiro para empresários e autoridades. Segundo o juiz Guilherme Roman Borges, não há como acusar Duran porque as provas são nulas.
As provas usadas contra o advogado vieram do acordo de leniência firmado pela Odebrecht e seus executivos com o Ministério Público Federal. Porém, a obtenção dessas informações foi anulada em 2023 pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.
Toffoli entendeu que as provas foram obtidas pelo MPF junto à Odebrecht mediante pressão ilegal e graças a uma proximidade excessiva entre os procuradores da Lava Jato em Curitiba e o então juiz titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, o hoje senador Sergio Moro.
O próprio Tacla Duran acusa Moro de extorsão e o ex-procurador Deltan Dallagnol, que era da Força Tarefa da Lava Jato, de perseguição durante as investigações. Usou esses argumentos para fugir para a Espanha.
Tacla Duran nunca apresentou provas de suas acusações. Foi convocado pela Câmara para esclarecer os fatos, mas não apareceu e a audiência foi cancelada.
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