O presidente Jair Bolsonaro admitiu a um senador aliado que se arrepende de ter indicado André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal – simplesmente por ser um nome evangélico e leal, sem pensar mais detidamente na recepção que seu ex-advogado-geral da União teria no Senado.

Bolsonaro nunca trabalhou pelo nome de Mendonça. Ignorou que o ex-ministro era rejeitado por parte dos senadores. Havia, inclusive, outras opções evangélicas, disse o aliado do presidente ao Bastidor.

De acordo com o parlamentar, Bolsonaro liberou os aliados para que votem de acordo com seus interesses.

Faz tempo que o presidente vê dificuldade na aprovação de Mendonça. Já andou até procurando uma desculpa para se justificar no caso da rejeição de seu nome. Prometeu a lideranças evangélicas que, caso tenha de indicar outra pessoa, o novo indicado será evangélico também.

A mudança ocorre justamente quando, embora negue publicamente, Alcolumbre admite para uns e outros no Senado que pode pautar a sabatina de Mendonça no fim de novembro.

Bolsonaro sempre agiu dubiamente com o aliado. Agora ele escancarou o Mendonça que lute.