O advogado Rodrigo Badaró tem conversado com senadores – e com pessoas que podem influencia-los – em busca de apoio para ser escolhido integrante do Conselho Nacional de Justiça. Sua chance surgirá a partir de fevereiro, quando serão definidas as Mesas Diretoras do Congresso e terminará o mandato de Fernando Bandeira de Mello no conselho.
Badaró trilha esse caminho desde 2020, pelo menos. À época, foi escolhido por Luiz Fux, então presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal, e pelo ministro Villas Boas Cuêva, do Superior Tribunal de Justiça, para integrar um grupo de trabalho que discutiu custas judiciais e racionalização da gestão administrativa dos tribunais.
Em 2022, Badaró foi aprovado pelo Senado para integrar o Conselho Nacional do Ministério Público. Naquele ano, a Comissão de Constituição e Justiça da Casa era presidida por Davi Alcolumbre, próximo presidente do Senado, e o processo de avaliação no colegiado foi relatado por Alexandre Silveira, atual ministro de Minas e Energia.
Pelo CNMP, por coordenar estudos de inteligência artificial, Badaró participou de debates organizados no ano passado pelo Senado sobre regulamentação das ferramentas. A atuação o aproximou do senador Rodrigo Cunha.
Badaró chegou ao CNMP por indicação do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Boas relações no Judiciário fizeram com que Badaró abrisse seu próprio escritório em fevereiro. A banca atua apenas nas cortes superiores e nos tribunais regionais federais.
O Bastidor procurou o advogado para se manifestar sobre as informações veiculadas, mas não recebeu resposta até a publicação desta notícia.

