A Polícia Federal prendeu hoje (25) o advogado Luiz Pires Moraes Neto, acusado de participar de um esquema de venda e compra de decisões judiciais no Tribunal de Justiça de São Paulo. A prisão preventiva ocorreu em Ribeirão Preto.

A investigação faz parte da Operação Churrascada, que apura a atuação de um grupo que inclui o desembargador Ivo Almeida, o bacharel em direito Wellington Pires e mais quatro suspeitos de corrupção.

Segundo a Polícia Federal, o esquema envolvia negociações feitas em um posto de combustíveis próximo ao gabinete do magistrado, onde teriam ocorrido transações suspeitas, como um depósito de 100 mil reais em 2017.

Almeida foi afastado do cargo por um ano, por ordem do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele é o relator do inquérito. Entre as medidas impostas, também está a proibição de contato com outros suspeitos de participar do esquema. Também foi aberta uma reclamação disciplinar contra o desembargador no Conselho Nacional de Justiça.

A operação recebeu o nome de Churrascada porque os advogados usavam o termo “churrasco” para se referirem aos plantões de Ivo de Almeida, nos quais conseguiriam decisões favoráveis aos clientes.