As artimanhas de Francisco Maximiano, o Max, para encobrir sua teia de empresas impediram sua prisão, a quebra de seus sigilos, além de busca e apreensão contra ele. A CPI da Pandemia já mostrou que o dono da Precisa Medicamentos e da Global Gestão em Saúde usa diversas companhias e laranjas para dissimular transferências financeiras.

Foram três pedidos da PF negados em menos de 20 dias, um deles na decisão que autorizou a operação de hoje contra a Global e outros investigados. A PF havia solicitado a quebra dos sigilos de Maximiano.

Antes disso, em 2 de setembro deste ano, Silvia Maria Rocha negou a prisão de Maximiano por falta de indícios que justificassem a medida. Segundo a juíza federal, como o lobista não aparecia como sócio da Global, pois ocupava o cargo de diretor-presidente, não era “possível concluir de maneira segura” a participação dele no esquema. 

O pedido foi feito pela PF depois que foram encontradas provas da ligação entre a Global e a Credpag, empresa de Milton Lyra. Como mostrou o Bastidor, a companhia do operador do MDB foi usada em 2015 para o recebimento de R$ 300 mil destinados à Global que deveriam ser transformados em dinheiro vivo via a emissão de notas frias.

Quase 15 dias depois dessa negativa, uma solicitação da PF para realizar busca e apreensão contra Maximiano foi negada por Maria Carolina Akel Ayoub. A juíza federal afirmou que “a mera condição de sócios, administradores ou membros do Conselho de Administração não é suficiente para fundamentar a conclusão de que tinha ciência de que os negócios eram ilícitos”.