O presidente do Supremo, Luiz Fux, concedeu à farmacêutica Emanuela Medrades o direito de ficar em silêncio na CPI da Pandemia. Ela deporá amanhã (terça).
Emanuela é uma das testemunhas-chave do caso Covaxin. Ela é a face visível da Precisa Medicamentos, empresa do lobista Max. Conduziu oficialmente tratativas para a revenda da vacina Covaxin. Entre outros atos, assinou o contrato de US$ 300 milhões entre a Precisa e o Ministério da Saúde.
A funcionária completará 30 anos nesta semana e não integra o quadro societário da Precisa. Assinou outros contratos com o Ministério da Saúde, esteve na Índia ao lado do lobista Max e também participou dos contatos com a Anvisa.
Foi ela, ainda, quem enviou ao Ministério da Saúde o famoso invoice para pagamento antecipado de US$ 45 milhões a uma offshore de Cingapura.
Como a CPI quebrou os sigilos da farmacêutica, Fux entendeu que ela ela prestará depoimento como investigada – e, portanto, tem o direito de não produzir provas contra si mesma.

