A CPI da Pandemia disse hoje que Luís Roberto Barroso invadiu competência do Legislativo ao impedir a quebra dos sigilos telefônico e telemático de Camile Giaretta Sachetti. Os senadores querem que o ministro do STF reconsidere a decisão e permita o acesso aos dados da ex-diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde.

Sachetti teve seus segredos levantados para averiguar suas “ações e omissões” em pesquisas para auxiliar no combate à Covid-19. Ela, que ficou no cargo até abril deste ano, teve seus sigilos quebrados em 10 de junho pela CPI.

Mas os segredos foram reestabelecidos por Barroso no dia 14 daquele mês. O ministro do STF afirmou à época que o ato da CPI foi muito amplo, pois envolveu a íntegra de conversas, seus contatos telefônicos, arquivos armazenados em nuvens e informações de localização.