O governador Paulo Dantas e o vice, Ronaldo Lessa, estão perto de serem absolvidos na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) que poderia levá-los a perderem os mandatos. Eles são acusados de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, pela coligação do senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL).
O placar está em 3 a 1 a favor da absolvição dos réus – ou seja, já há maioria formada. Falta apenas o voto de um desembargador para o encerramento do caso. Os dois lados podem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral.
O julgamento do governador e do vice começou em 5 de agosto, com a leitura do voto do relator, Alcides Gusmão da Silva. Ele votou pela cassação dos dois eleitos, mas votou pela absolvição dos demais réus, entre eles o senador e ministro dos Transportes, Renan Filho.
Logo após a leitura, o julgamento foi suspenso, por pedido de vista do desembargador Milton Gonçalves Ferreira Netto. Ele ficou mais de um mês preparando o voto, numa manobra que foi criticada pelos advogados de Rodrigo Cunha e foi parar no Tribunal Superior Eleitoral.
O julgamento foi retomado na sexta-feira (27). Ferreira Netto divergiu do relator e votou pela absolvição de todos os réus. Ele foi acompanhado pelos desembargadores Ney Costa Alcântara e Klever Rêgo Loureiro.
A análise, porém, foi novamente suspensa, por causa de um pedido de vista do desembargador Sóstenes Alex Costa de Andrade. Pelo regimento do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas, ele terá 20 dias para devolver os autos, mas pode ser que ultrapasse o prazo, tal como Ferreira Netto.

