Defensores públicos ouvidos pelo Bastidor afirmaram que a classe está preocupada com as decisões recentes do STF limitando o foro por prerrogativa às situações listadas na Constituição (chefes de Poder e parlamentares, por exemplo). 

Segundo essas fontes, as inconstitucionalidades encontradas pelo Supremo em leis estaduais que estendem o foro por prerrogativa os deixam expostos a retaliações em ações envolvendo autoridades e grandes empresários.

Desde 2020, o STF declarou inconstitucionais as previsões de foro por prerrogativa – que costumam valer também para procuradores estaduais e delegados-gerais – incluídas nas constituições de Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo e Rondônia.