O deputado Aníbal Gomes pediu que Ricardo Lewandowski interrompa a ação que apura o recebimento de 3,6 milhões de dólares em propina por um contrato para construção de navio-sonda da Petrobras. O caso tramita na 13ª Vara Federal de Curitiba e tem, além do parlamentar, Walter Faria, dono do Grupo Petrópolis, entre os envolvidos.
E é justamente porque a ação contra Faria foi suspensa que o deputado solicita a extensão desse entendimento ao seu caso, além do posterior trancamento. Segundo a PGR, Aníbal representa Renan Calheiros em negociações nada republicanas.
O processo envolvendo Walter Faria foi barrado no último dia 13 por ter sido calcado no acordo de leniência firmado pela Odebrecht. Isso aconteceu depois que Lewandowski, no fim de junho, proibiu o uso de quaisquer provas do acordo.
O ministro argumentou que houve nulidades nessa leniência após interferências de Sergio Moro nas negociações. O entendimento valeu primeiro para Lula, na ação sobre a compra do terreno do instituto do petista – que foi anulada, enviada a Brasília para ser reiniciada e depois suspensa pelo ministro do STF – e depois foi estendido a outros investigados em ações da Lava Jato.

