Um júri federal dos Estados Unidos condenou nesta terça-feira (6) a empresa israelense NSO Group, famosa pela criação do spyware Pegasus, a pagar 167 milhões de dólares por hackear mais de 1.000 usuários do WhatsApp.
A sentença, proferida em Oakland, marca o fim de um processo judicial que se arrastava há seis anos. Em dezembro, a juíza Phyllis Hamilton já havia decidido que a NSO violou a Lei de Fraude e Abuso de Computadores dos EUA.
Como punição, a empresa israelense deverá pagar 167,2 milhões de dólares em danos punitivos e 440 mil dólares em danos compensatórios. Essa é a maior indenização já imposta contra a indústria de spyware, que monitora e coleta informações de dispositivos e usuários sem consentimento.
O Pegasus inicialmente foi tratado como uma ferramenta de combate ao terrorismo e ao crime organizado. Investigações, contudo, revelaram que o spyware também foi utilizado para monitorar líderes políticos, jornalistas e ativistas de direitos humanos em diversos países.
Após as denúncias, o governo dos Estados Unidos chegou a incluir a israelense NSO em sua lista de entidades sancionadas, proibindo negociações com empresas americanas.
O Whatsapp tratou a vitória como “um passo importante para a privacidade e segurança”. A NSO disse que vai recorrer.

