Raphael Barão Otero de Abreu, dono da Barão Turismo, pediu ontem (6) ao STF que as quebras de sigilo impostas a ele e sua empresa pela CPI da Pandemia sejam anuladas. O empresário é acusado pelos senadores de ter recebido R$ 4 milhões da Precisa Medicamentos, companhia de Francisco Maximiano, da Primarcial, de Danilo Trento.
Segundo a CPI, os valores pagos de janeiro de 2020 a junho deste ano serviram para que Maximiano e Trento dissimulassem transferências que podem ter agentes públicos como destino. “[A Barão Turismo] executou voos de funcionários da Precisa Medicamentos do Brasil para a Índia e recebeu valores exorbitantes em apenas um ano pelos supostos serviços prestados”, afirmam os senadores.
A CPI também suspeita da abertura, pela empresa de Raphael Barão, em fevereiro deste ano, de uma offshore no Wyoming (estado dos EUA com regras similares a de paraísos fiscais). Foi nesse mesmo mês que Ministério da Saúde e Precisa Medicamentos firmaram o contrato para a compra da Covaxin.
Raphael – que já fez um boletim de ocorrência contra a CPI alegando que os senadores mentiram ao ligá-lo à offshore – disse que as quebras dos seus sigilos e os de sua empresa são “devassa absolutamente desproporcional”, já que ele sequer é investigado pela comissão.

