O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu manter a decisão da Justiça do Rio que afastou Ednaldo Rodrigues da presidência da CBF. O pedido de liminar para reverter o afastamento foi feito por Ednaldo e pela própria confederação.
Em vez de suspender a decisão, Gilmar abriu prazo de cinco dias para que o PC do B, autor da ação que discute regras de governança no esporte, o Ministério Público do Rio, a Advocacia Geral da União e a Procuradoria-Geral da República se manifestem.
Por meio de duas ações que no STF, Ednaldo tenta reverter seu afastamento e impedir a eleição convocada pelo interventor Fernando Sarney, marcada para domingo (25). Ele alega que a votação pode ser anulada caso o STF, no julgamento previsto para o dia 28, reconheça a validade da assembleia que o elegeu em 2022 e garante seu mandato até 2026.
No mesmo despacho, Gilmar optou por separar os assuntos. Retirou o pedido da CBF da Ação Direta de Inconstitucionalidade, que trata de temas mais amplos sobre o papel do Ministério Público no esporte, e enviou para uma petição paralela, voltada exclusivamente à disputa pelo comando da entidade.
Com isso, o ministro manteve o debate institucional na ação constitucional, e a disputa interna na petição específica. A decisão indica que, por ora, o Supremo não deve interferir na eleição.
Como mostrou o Bastidor, Ednaldo conta com a caneta de Gilmar Mendes para se manter no comando da CBF. Foi o ministro quem concedeu, no ano passado, a liminar que manteve o dirigente no cargo por mais de um ano, mesmo após decisão judicial que determinava seu afastamento e a nomeação de um interventor.
Em agosto de 2023, a CBF firmou uma parceria com o IDP (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Pesquisa), fundado por Gilmar Mendes e atualmente presidido por seu filho, Francisco Mendes. O ministro não considera haver conflitos de interesses no caso.
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