Num encontro nessa semana com parlamentares evangélicos, o ministro Luís Roberto Barroso elogiou efusivamente o advogado-Geral da União, André Mendonça, candidato à sucessão de Marco Aurélio Mello.
Mendonça tem apoio da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, de ministros do governo e de setores evangélicos. O centrão, porém, resiste ao nome dele.
“É um servidor público muito qualificado”, disse Barroso aos congressistas. O ministro chegou a perguntar se a bancada evangélica estava unida em torno de Mendonça. Ouviu a resposta diplomática e evasiva tradicional: eles apenas oram para que o nome certo seja escolhido.
A bancada evangélica não elegeu Mendonça como candidato. Há congressistas de distintas denominações que preferem outros nomes. Também é incerto o peso que o apoio evangélico terá na decisão do presidente Jair Bolsonaro.

