O presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz, remarcou mais uma vez o depoimento do lobista Francisco Emerson Maximiano, o Max. Ele deveria depor hoje (quarta), mas a comissão deve queimar todo o dia ouvindo Emanuela Medrades, diretora da Precisa que assinou o contrato da Covaxin com o Ministério da Saúde.

Em tese, Max, responsável pelos negócios da Precisa e da Global com o governo, falaria à CPI em junho. O depoimento foi remarcado. E, hoje, remarcado novamente. Será em agosto, disse Aziz.

Até agora, Emanuela disse que nunca houve promessa de vender a Covaxin por US$ 10 dólares a dose, apesar de ata de reunião que diz o contrário. Manteve que o único preço ofertado pela Bharat Biotech foi de US$ 15 dólares – o valor que aparece no contrato com o Ministério da Saúde. É, de longe, a vacina mais cara que o Brasil tentou comprar.

A diretora também disse que não enviou a famosa invoice da offshore Madison em 18 de março, conforme atestam testemunhas da pasta e até o coronel Elcio Franco, então secretário-Executivo da Saúde.