O Supremo Tribunal Federal tem vivido dias melhores desde a posse de Rosa Weber. O motivo não é a nova função da ministra. Seus colegas, segundo fontes do tribunal, enxergam um futuro menos tumultuoso após as eleições presidenciais.
Não é que a corte aposte em Lula ou que tudo tenha mudado radicalmente. Mas a possiblidade de Jair Bolsonaro deixar o cargo significa o fim de um tempo de sucessivos conflitos entre os ministros e o presidente. Isso, na visão da maioria dos ministros, leva ventos de esperança ao tribunal.
As entradas no plenário têm acontecido com os ministros sorrindo e conversando animadamente. Tempos atrás, esse bom humor era raridade entre as onze ilhas – analogia criada para definir a distância entre integrantes do Supremo.
Quando se fala em pós-eleições, o Supremo leva em conta não o primeiro e o segundo turno, mas o período após a superação dos tumultos criados por Bolsonaro contra o resultado das urnas. Parte-se da premissa, vê-se, que Lula vencerá.

