A Polícia Federal fez nesta quarta-feira (28) uma operação contra um grupo criminoso que oferecia serviços de espionagem e – até de assassinato – de ministros do Supremo Tribunal Federal, senadores e deputados. A existência foi descoberta durante as investigações sobre o esquema de venda de decisões no Superior Tribunal de Justiça.
Segundo a PF, os criminosos, que se autodenominavam informalmente “Comando C4: Caça Comunistas, Corruptos e Criminosos”, abriram uma empresa de segurança. Era fachada. Na realidade, ofereciam serviços de espionagem, cujos preços variavam: 250 mil reais para um ministro do Supremo Tribunal Federal; 150mil reais para um senador e 100 mil reais para um deputado federal.
A PF chegou ao grupo depois de prender, no ano passado, o coronel do Exército, Etevaldo Caçadini, acusado de liderar o grupo que assassinou o advogado Roberto Zampieri. Foi a partir desse crime, da perícia no celular de Zampieri, que a PF descobriu o esquema de venda de sentenças na Justiça de Mato Grosso e no STJ.
Com Caçadini, a PF encontrou documentos sobre o grupo, com anotações que indicam interesse dos criminosos nos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, e no presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.
Nesta quarta, na sétima fase da Operação Sisamnes, de acordo com o G1, a PF cumpriu cinco mandados de prisão: contra Caçadini, que já está preso; contra o fazendeiro Aníbal Manoel Laurindo, acusado de ser o mandante do assassinato de Zampieri, em 2023; e contra Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Barbosa e Gilberto Louzada da Silva, os três acusados de participar do assassinato.

