O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou arquivar o inquérito que apurava uma suspeita de pagamento de propina aos senadores Renan Calheiros e Eduardo Braga, ambos do MDB. A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que não viu motivos para continuar com as investigações, nem indícios de crimes no caso.
A suspeita é de que a dupla, associada ao ex-senador Romero Jucá, tenha recebido cerca de 20 milhões de reais para favorecer a empresa em votações no Senado. O caso surgiu em depoimentos dados por ex-executivos da Hypermarcas (atual Hypera Pharma) em acordo de delação premiada.
Entretanto, depois de seis anos de investigação, a Polícia Federal pouco avançou e decidiu não indiciar Renan, Braga e Jucá. Nesse período, eles sequer tiveram o sigilo bancário quebrado.
Outro problema da investigação é que ela foi baseada apenas no depoimento de delatores – que, segundo a PGR, “ouviram dizer” que o trio pediu propina e recebeu. Nunca houve uma prova contundente contra os três.
Apesar do arquivamento do caso contra os dois senadores no STF, o caso segue na primeira instância, porque parte da investigação relacionada a Jucá foi desmembrada. Entretanto, com a decisão do STF, o destino desta parte deve ser o mesmo.

