O Tribunal de Justiça de Alagoas terá que explicar ao Conselho Nacional de Justiça o motivo de ter escolhido dois juízes que já atuaram na falência da Laginha para fiscalizarem como está o processo. A determinação partiu de Luís Felipe Salomão, corregedor nacional de Justiça.

Em junho, o corregedor do TJ de Alagoas, Domingos de Araújo Lima Neto, determinou uma correição extraordinária na falência da Laginha. Nomeou três juízes para conduzir essa auditoria.

Dois deles, Phillippe Melo Alcântara Falcão e Marcella Waleska Costa Pontes Garcia, já tinham atuado no processo de 2017 a 2021. Foram afastados do caso após acusações de parcialidade e favorecimento a um dos envolvidos na disputa judicial.

O caso chegou ao CNJ pelas mãos do antigo administrador judicial da Laginha, Telino & Barros Advogados Associados. O escritório acusa os magistrados e o corregedor do TJAL de conflito de interesse, devido ao passado da dupla com o caso.

Telino também afirma que a esposa de um dos juízes estava presente na primeira reunião quando eles voltaram ao caso. O ex-administrador judicial pediu a Salomão acesso às imagens desse encontro, que ocorreu na Escola de Magistratura de Alagoas.

Mas essa é a primeira manifestação de Salomão no caso. Há outro processo em curso no CNJ para analisar a legalidade das nomeações na falência da Laginha. Está sob a relatoria do conselheiro Guilherme Feliciano.

No fim do mês passado, Feliciano afastou Falcão e Garcia da correição extraordinária determinada por Domingos. Alegou conflito de interesses e pediu esclarecimentos ao trio, assim como fez Salomão.

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