Criada em 2010 com planos de financiar a fabricação das sondas que seriam usadas pela Petrobras, para explorar o pré-sal, a Sete Brasil acabou de vez. Sua falência foi decretada pela Justiça do Rio de Janeiro na terça-feira (17), após passar oito anos num processo de recuperação judicial que deveria ter terminado em novembro de 2020.
O pedido de falência foi feito pela Licks Associados, responsável pela administração judicial e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. A Sete Brasil devia 36 bilhões de reais a credores como Petrobras, empreiteiras e empresas do setor de exploração de petróleo, muitas delas investigadas e punidas com base em descobertas da Operação Lava Jato.
Dentre os acionistas estão fundos de pensão de servidores federais como Funcef, Previ e Petros, o FGTS e os bancos BTG Pactual, Bradesco e Santander.
A Sete Brasil foi criada num momento de otimismo, num ano em que o país cresceu 7,5% e a popularidade do presidente Lula estava na casa dos 80%. O projeto megalômano de uma estatalque produziria sondas se revelou na realidade uma fonte de corrupção. Seis anos depois, investigações da Lava Jato mostraram que os contratos da Sete eram superfaturados e parte dos recursos eram desviados para políticos do PT, MDB e PP, além de lobistas e operadores.
Leia a decisão publicada em 17 de dezembro de 2024:

