Os empresários Horst Bremer Junior e Lilian Bremer Vogelbacher foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República por ajudarem a financiar o bloqueio de rodovias em Santa Catarina após a eleição de 2022.
A dupla e outros sete funcionários devem responder por associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e concurso de pessoas. De acordo com a denúncia, a dupla, que comanda o Grupo Bremer, de Rio do Sul, financiou a ida dos funcionários para as manifestações garantindo folgas a quem participasse.
A denúncia narra principalmente o que aconteceu em Rio do Sul, no Vale do Itajaí, onde fica a sede das empresas do grupo do setor de metal-mecânica. Vídeos obtidos pela investigação mostram empregados uniformizados ajudando a instalar os bloqueios na BR-470, que corta a cidade.
No local houve atos de violência contra policiais rodoviários federais, que tentavam debelar o protesto. Conforme a PGR, pelo menos dois agentes ficaram feridos depois de apanhar de manifestantes na região.
Há também vídeos de Horst Bremer Júnior incentivando e chamando outras pessoas a participarem do ato. A denúncia também lembra que os bloqueios causaram desabastecimento em várias cidades, com o objetivo de inflamar ainda mais os ânimos da população. Na avaliação da PGR, tais bloqueios ajudaram a fomentar os protestos que culminaram na invasão das sedes dos três poderes, em 8 de janeiro de 2023.
O processo está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Caberá a ele e ao plenário do STF decidirem se recebem ou não a denúncia.

