O delegado responsável pelo inquérito que apura um esquema de rachadinha no gabinete do deputado federal André Janones (Avante-MG), Roberto Santos Costa, afirmou ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, que ainda não conseguiu encerrar a investigação. Entretanto, ele não pediu a extensão do prazo para encerrar os trabalhos.

Segundo ele, até agora, só foi possível periciar os áudios obtidos pela investigação. Nos dois constam conversas em grupo, em que Janones e o assessor Alisson Alves Camargos falam sobre a suposta rachadinha. Os dois afirmam que a conversa foi retirada de contexto e que ambos brincavam sobre o tema.

O questionamento do delegado aos peritos foi quanto à autenticidade das gravações e à identificação dos interlocutores. Nos dois laudos apresentados, a perícia afirma que não há indícios de edição, apesar da baixa qualidade e diz que é muito provável que os interlocutores sejam o deputado e o assessor.

Na petição apresentada a Fux, o delegado diz apenas que ainda falta interrogar todas as testemunhas para, só então, concluir o inquérito. Em abril, Fux já havia concedido prazo de 60 dias para que a investigação terminasse. No início deste mês, o prazo se encerrou, mas Costa sequer respondeu. Foi preciso uma intimação do ministro para que ele dissesse em que pé está a apuração.

Com a apresentação dos laudos, é provável que Fux conceda mais prazo ao delegado, mas isso dependerá da análise do ministro e do eventual posicionamento da Procuradoria-Geral da República.