O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu no domingo ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a abertura de um inquérito para investigar a conduta do deputado Eduardo Bolsonaro, que tem pedido ao governo dos Estados Unidos a aplicação de sanções contra autoridades brasileiras.
Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em 27 de fevereiro com a família, após não conseguir ser escolhido presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara. Desde então, faz lobby no Congresso e no governo americanos contra o Supremo e o governo Lula por causa do processo contra seu pai, jair Bolsonaro.
Gonet afirma que a investigação é necessária porque Eduardo Bolsonaro tenta, com isso, coagir e intimidar o Judiciário. Pede que Jair Bolsonaro seja ouvido, para explicar se tem ajudado financeiramente o filho no exterior.
Em sua argumentação, Gonet destaca as proporções que o caso tomou. Cita como exemplo a afirmação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sobre a possibilidade de sancionar autoridades brasileiras. Segundo o PGR, caso o deputado federal alcance seus objetivos, os alvos das sanções sofrerão “pena de morte civil internacional”.
Gonet faz essa afirmação porque sanções dos EUA limitam o tráfego dos sancionados pelo mundo, por conta de acordos internacionais que garantem a prisão ou a proibição de entrada em países aliados e de multas e barreiras financeiras impostas.
A iniciativa de Gonet é uma reação ao pedido feito na semana passada pelo líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias.
Clique aqui para ler o pedido feito por Gonet a Moraes.

