Uma das principais razões para os gestos recentes de aproximação do governador de Brasília, Ibaneis Rocha, ao presidente Jair Bolsonaro envolvia a escolha do novo chefe do Ministério Público do Distrito Federal.
Ibaneis, cujo governo está na mira do MP de Brasília e da Procuradoria-Geral da República, apoiava o terceiro nome mais votado da lista dos promotores locais. Trata-se de Nardel Lucas.
A atual procuradora-chefe, Fabiana Costa, cujo mandato encerra-se em 5 de dezembro, foi a mais votada da lista e tentava ser reconduzida ao cargo. Conseguiu, apesar dos esforços de Ibaneis.
A independência do procurador-chefe do MP é essencial para que investigações de impacto possam avançar. Daí o esforço de Ibaneis para emplacar um procurador que ele poderia, em tese, controlar.

