Marcelo Crivella foi ontem (4) ao STF pedir que a ação onde é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro permaneça na Justiça Eleitoral. O ex-prefeito do RJ é réu por supostamente chefiar um esquema para direcionar contratos municipais e desviar verbas públicas.

Crivella chegou a ser preso em 2020, deixando o cargo dias antes do fim de seu mandato. Além dele, outras 25 pessoas são acusadas. Um delas é o empresário Rafael Alves, que recebeu uma ligação do ex-senador fluminense no dia em que foi alvo de operação da Polícia Civil e do Ministério Público.

No pedido, relatado por Gilmar Mendes, Crivella diz que o caso deveria ficar com a Justiça Eleitoral, porque ele é acusado de desmandos eleitorais. Mas o Ministério Público Eleitoral pediu o arquivamento dos supostos crimes ligados a eleições.

Mesmo assim, Ticiano Figueiredo (advogado do ex-ministro da Pesca) alega que o pedido de arquivamento é apenas uma estratégia para descumprir jurisprudência do STF. A corte determinou em 2019 – e reafirmou em 2021 – que a Justiça Eleitoral é responsável por ações sobre crimes conexos a campanhas políticas.

Hoje, o ex-prefeito será julgado pelo TSE, às 19h, após pedido de vista do ministro Sérgio Banhos. A corte eleitoral analisará recurso do político contra condenação por abuso de poder econômico nas eleições de 2016.