O juiz Bruno Bodart acolheu pedido dos promotores do Rio e determinou o bloqueio imediato de R$ 40 milhões em bens, entre outros, do secretário de Obras da capital fluminense na primeira gestão de Eduardo Paes.
O Ministério Público afirma que Alexandre Pinto, o ex-secretário, em parceria com outros funcionários da Prefeitura, direcionou a licitação de um dos trechos do BRT da cidade em favor do consórcio da Andrade Gutierrez com a Delta.
O juiz se convenceu, a princípio, de que houve pagamento de propinas para os envolvidos no contrato de quase R$ 800 milhões. O dinheiro era pago, segundo as evidências, por meio de uma conta secreta em Mônaco e de entregas em espécie.
Os R$ 40 milhões bloqueados correspondem ao valor das propinas, acrescido de um cálculo sobre danos à coletividade.
Nos últimos anos, promotores e procuradores apontaram corrupção e fraudes em larga escala nas obras do BRT no Rio, durante a gestão de Eduardo Paes. O prefeito sempre disse desconhecer o esquema.

