Três réus e uma empresa investigados na Operação Favorito, que apura desvios na Saúde estadual do Rio de Janeiro, tiveram seus bens bloqueados ontem (29) pelo juiz Bruno Bodart, da 10ª Vara Criminal da Justiça Fluminense. A decisão impõe o congelamento até que seja alcançada a cifra de R$ 42 milhões e proíbe a companhia Gaia Service Tech Tecnologia de celebrar contratos com a administração pública.

Foi nessa operação que ocorreu a prisão do ex-presidente da Alerj Paulo Melo. Um dos acusados listados por Bodart é Mario Peixoto, amigo de Melo e chamado de “favorito” pela PF por ter a preferência em contratos com o governo do RJ.

Os outros dois são Gilson Carlos Rodrigues Paulino, empresário que trabalhou com Peixoto e presidiu a Fundação de Apoio à Escola Técnica (ligada ao Poder estadual), e Matheus Ramos Mendes, considerado laranja de Mario pelo MPF.

Além das medidas adotadas, Bodart também desmembrou o processo: “Determino a criação de um processo em apenso para o cumprimento provisório da presente decisão, sendo que todos os ofícios expedidos em razão das ordens acima determinadas deverão indicar o número de processo do apenso a ser criado, a fim de que a resposta seja direcionada aos autos secundários”.

Atualização às 20h55 de 30 de setembro de 2021: A Gaia entrou em contato para dizer que “todas as contratações da empresa junto à FAETEC e o CECIERJ observaram a mais inteira lisura, com os serviços efetivamente prestados e dentro dos valores de mercado. Ademais, todas as contratações foram auditadas pelos órgãos de controle interno da Administração Pública Estadual e TCE/RJ”.