O presidente do PSD, Gilberto Kassab, é um reforço de peso na missão que André Mendonça tem pela frente com os senadores. Foi bom ser identificado como “terrivelmente evangélico” para obter a indicação do presidente Jair Bolsonaro à vaga do ministro Marco Aurélio Mello no STF. Passada essa fase, o desafio é o de se mostrar independente.
Na sexta-feira da semana passada, Mendonça encontrou-se com o senador José Serra, do PSDB, em São Paulo. Pelo telefone, falou com Alexandre Giordano, que assumiu recentemente o mandato do Major Olímpio. Faltou um contato com Mara Gabrilli para completar a bancada paulista no Senado.
A mensagem que Mendonça levou aos senadores paulistas foi a de um jurista da carreira da Advocacia-Geral da União que não é bolsonarista, mas é grato pelos cargos que ocupou no governo.
A gratidão deve acabar quando assumir a vaga no STF porque, segundo suas palavras, seu livro de cabeceira, se for aprovado na sabatina da CCJ do Senado, será a Constituição, não a bíblia.

