O ministro Alexandre de Moraes determinou no fim de semana que Matheus Lima de Carvalho Lázaro comece a cumprir a pena de 17 anos de prisão a que foi condenado pela participação nos atos golpistas de 8 de janeiro. Ele foi detido no dia do protesto e está sob prisão preventiva desde então.
O julgamento de Lázaro foi um dos primeiros realizados no STF, referentes aos atos golpistas. Ele foi o terceiro réu condenado. A pena é referente aos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa, golpe de estado e dano qualificado.
A decisão de Moraes se deu por não haver mais recursos possíveis. O tempo que Lázaro já está detido deverá ser descontado do cálculo final. Além da prisão, ele foi condenado a pagar R$ 30 milhões, cujo valor deve ser dividido entre todos os condenados pelos atos. O dinheiro servirá para compensar os danos provocados aos prédios públicos destruídos.
O julgamento de Lázaro e dos primeiros réus dos atos golpistas foi presencial. A falta de preparação das defesas junto ao STF ficou evidente. A advogada Larissa Lopes de Araújo, que o defendia, foi às lágrimas durante a sustentação oral: reclamou que os ministros e o então procurador-geral da República não cumprimentaram os defensores, que aguardavam o momento de falar na tribuna.

