Ricardo Lewandowski pediu ontem (terça) que Davi Alcolumbre se manifeste sobre a demora para marcar a sabatina de André Mendonça, mas não definiu prazo para receber a explicação. A ausência de uma data para a resposta – uma atitude incomum – permite ao presidente da CCJ do Senado manobrar sem a pressão do Supremo. Ao menos até a madrugada de quarta (22), Alcolumbre seguia firme no plano de bloquear o ex-AGU.

Mendonça era bem visto por ser considerado um nome técnico. Mas sua passagem conturbada pelo Ministério da Justiça e a subserviência a Bolsonaro quando chefiava a AGU o prejudicaram. Sobrou o apoio dos evangélicos.

Somam-se a esse contexto as bravatas golpistas de Bolsonaro e os fiadores religiosos de seu nome. O Bastidor já mostrou como Silas Malafaia – ao atacar o STF e seus ministros, além do Senado – atrapalha um processo que se tornou mais complicado do que já era.