O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, investigado no esquema de comércio de sentenças no Superior Tribunal de Justiça e em tribunais estaduais, como os de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, cumpra prisão domiciliar.

Zanin acolheu pedido da defesa, que alegou piora no estado de saúde do lobista. Andreson está preso preventivamente desde novembro. Por ora, ele é tratado como o principal personagem do esquema.

Andreson ficou detido em Mato Grosso, mas depois foi transferido para a Papuda, em Brasília. Com a decisão de Zanin, cumprirá prisão domiciliar em Primavera do Leste, interior do MT. A determinação é que ele use tornozeleira eletrônica.

A quadrilha da qual Gonçalves é suspeito de integrar atuava em parceria com o advogado Roberto Zampieri, assassinado em Cuiabá em 2023. No celular do advogado, a polícia encontrou mensagens que indicaram a existência do grupo.

A polícia diz que, no STJ, a quadrilha aliciava funcionários de gabinetes dos ministros, pedindo para que eles trocassem decisões que favorecessem aliados de Gonçalves e Zampieiri. Desembargadores de tribunais estaduais também eram alvos do grupo e recebiam dinheiro em troca das decisões judiciais.

Ainda não existem provas de envolvimento direto de ministros do STJ com o esquema de venda de sentenças.