O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou nesta terça-feira (9) uma nova correição extraordinária – uma espécie de auditoria – no Tribunal de Justiça da Bahia. A decisão do ministro Luis Felipe Salomão ocorre no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou as fases III e IV da Operação Patronos, que investiga a participação de advogados em um esquema de venda de decisões judiciais de magistrados no tribunal baiano.

É a segunda correição extraordinária no TJ baiano em três meses. A primeira, também determinada pelo CNJ, ocorreu em abril. No despacho, Salomão cita que foi constatada ineficiência grave na gestão de setores administrativos e de unidades jurisdicionais que já havia sido indicada em uma auditoria realizada em 2022, mas “que se mantiveram sem os ajustes determinados”.

O ministro deu três dias (de hoje até sexta-feira 12) para a realização dos trabalhos.

PF nas ruas

A Polícia Federal cumpre seis mandados de busca e apreensão em Salvador, Mata de São João e Serrinha, além de medidas cautelares diversas.

A visita da corporação, como mostrou o Bastidor, já era esperada por membros do TJ.

A ação de hoje deriva da operação deflagrada ainda no ano passado, que descortinou a existência de organizações criminosas integradas por magistrados, servidores, advogados e empresários.

Leia o que o Bastidor já publicou sobre as investigações no TJ da Bahia:

Leia também o despacho do ministro Salomão, do CNJ: