A J&F, holding controlada pelos irmãos Batista, conseguiu uma segunda vitória na judicial depois que o STJ suspendeu o julgamento no TJ-SP sobre o controle da Eldorado Celulose, alvo de disputa entre os donos da JBS e a multinacional Paper Excellence.
O Ministério Público do Rio de Janeiro desarquivou um inquérito policial que ajuda a J&F. Na decisão, o promotor Alexandre Themístocles pediu que a 11ª Vara Criminal do Rio de Janeiro ouça o advogado Anderson Schreiber, que atuou na arbitragem do caso em 2021, quando a Paper saiu vitoriosa contra os irmãos Batista. No entanto, logo depois, a 2ª Câmara de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo acolheu um pedido da J&F e suspendeu a transferência do controle acionário.
Os donos da JBS já haviam acusado o advogado de falsidade ideológica e de omitir informações que o impediriam de ser o árbitro na disputa. No novo pedido à justiça do Rio, a defesa da J&F argumenta ter novos fatos que corroboram a versão.
Na decisão do promotor Alexandre Themístocles aparecem sete contestações que são feitas ao Anderson Schreiber pela J&F. A defesa dos irmãos Batista usa como exemplo matérias jornalísticas que tratam da atuação do advogado em um caso que envolve a Petrobras e operação Lava Jato.
Baseado nos argumentos da J&F o promotor pede uma “nova oitiva de Anderson Schreiber e minuciosa averiguação de sua vida pregressa devendo a autoridade policial, com discrição e prudência, escrutinar sua atuação profissional, avaliando sua conduta na totalidade, levando em consideração todas as ocorrências registradas contra nos últimos 20 (vinte) anos, em especial as que envolvam a Petrobras, de modo a verificar se há um padrão de conduta do noticiado a configurar o cometimento reiterado de ações ou omissões penalmente relevantes”.
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