O corregedor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), José Fernando Moraes Chuy, pediu nesta terça-feira (24) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) arquive o inquérito da “Abin paralela” em relação a ele. Chuy foi indiciado por embaraçamento das investigações, prevaricação e coação no curso do processo.

A manifestação de Chuy, que também é delegado da Polícia Federal, vem antes de qualquer manifestação da PGR sobre o assunto. No documento, ele afirma que em seu depoimento à PF não tinha conhecimento de que era investigado no inquérito.

Além disso, Chuy diz que não conseguiu acesso aos autos e não teve direito ao silêncio ou à representação por um advogado. Por outro lado, pessoas a par da investigação dizem que Chuy foi acompanhado de um representante da Advocacia-Geral da União (AGU) no depoimento.

Na petição de 95 páginas, assinada por Chuy e pelo advogado Marcos Eberhardt, a defesa ainda afirma que houve vazamento de informações para a imprensa, o que violaria a imparcialidade dos agentes processuais.

Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da Abin, e Luiz Carlos Nóbrega, chefe de gabinete da Abin, foram também indiciados pela PF suspeitos de embaraçamento das investigações.

Chuy trabalhou como chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante a presidência do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e relator do caso da ‘Abin paralela”.