Favorito para ocupar a vaga a ser aberta com a aposentadoria do decano Marco Aurélio Mello em julho, o ministro Humberto Martins, presidente do Superior Tribunal de Justiça, enfrenta a resistência silenciosa de, ao menos, quatro integrantes do Supremo.

Esses ministros revelam suas reservas ao presidente do STJ somente com grande discrição. Ninguém quer se indispor com o chefe do segundo tribunal do país nem criar intrigas com um possível futuro colega. Mas essa ala do Supremo prefere um jurista de maior peso – e não um ministro qualificado como pragmático e político.

Martins é aliado histórico de Renan Calheiros, mas se aproximou de Flávio Bolsonaro e dos próceres da família do presidente nos últimos meses. Impressionou tanto a família Bolsonaro quanto o advogado Frederick Wassef, principal conselheiro jurídico do presidente.