O presidente Jair Bolsonaro consultou o advogado-geral da União, Bruno Bianco, sobre não depor pessoalmente à Polícia Federal, como determinou o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
Moraes determinou que o presidente compareça nesta sexta-feira, 28, pessoalmente à Superintendência da Polícia Federal para ser interrogado por suspeita de vazamento de documentos sigilosos da PF sobre ataques hacker ao Tribunal Superior Eleitoral.
De acordo com auxiliares do presidente, até a manhã desta sexta-feira, ninguém tem certeza de que ele comparecerá, porque, segundo o entendimento do AGU, Bolsonaro, como investigado, não é obrigado a comparecer ao interrogatório.
No despacho de Alexandre de Moraes, porém, o ministro diz que “a Constituição consagra o direito ao silêncio e o privilégio contra a autoincriminação, mas não o direito de recusa prévia e genérica à observância de determinações legais”. A decisão de Moraes contraria entendimento firmado pela corte em 2018, acerca de depoimento de investigados.
Bolsonaro, dizem seus interlocutores, quer esticar a corda contra o STF, o que agradaria seus apoiadores mais radicais. Para o presidente, com base na leitura das últimas pesquisas, é preciso passar para o segundo turno.
Se equilibrar para manter segmentos mais radicais e seus cerca de 20%, avalia, é fundamental para garantir percentual suficiente para passar do primeiro turno.

