Alexandre de Moraes é considerado no Supremo Tribunal Federal um ministro centralizador. No Tribunal Superior Eleitoral não seria diferente. Nesta quarta-feira, o tribunal divulgou uma circular avisando que participações de servidores e magistrados auxiliares em eventos devem ser previamente submetidas à Presidência.
A ideia é evitar problemas ao TSE por uma escolha infeliz de algum integrante. Mas a imposição de Moraes não foi bem vista dentro do tribunal. Sobram reclamações.
No meio jurídico, eventos são vitrines, um meio de juízes e servidores se mostrarem aos pares e a quem está acima deles – e pode escolhê-los para ocupar melhores cargos na administração pública.
Leia a circular enviada por Moraes aos funcionários do TSE:
“Permitam-me informar que as demandas relacionadas às agendas de eventos públicos que venham a ser realizados, promovidos ou apoiados pelo Tribunal Superior Eleitoral ou ainda eventos que contem com a presença de magistrados auxiliares e servidores desta Corte, lotados em qualquer unidade deste TSE, devem ser previamente submetidas à Presidência, por intermédio da unidade GAB-PRES.”
O Bastidor questionou o TSE sobre o comunicado, mas não recebeu resposta até a publicação.

