Jair Bolsonaro continua sua vingança contra os institutos de pesquisa que desdenharam de seu poder político. Depois de usar o Ministério da Justiça e a Polícia Federal para intimidar as empresas, o presidente da República quer fazer o mesmo com a Corregedoria-Geral Eleitoral e a Procuradoria-Geral Eleitoral.
A campanha de Bolsonaro, dando destaque para o apoio de Valdemar Costa Neto ao pedido, solicitou aos dois órgãos que apurem os erros dos institutos de pesquisa na disputa presidencial. Diz que há duas possibilidades para as diferenças de quase 15 pontos percentuais: erro na metodologia ou adulteração dos resultados.
Os advogados do presidente não citam quais institutos devem ser investigados, mas apontam os erros de inúmeros na sua justificativa. São eles: Quaest, Ipec (antigo Ibope), Datafolha, Ipespe, BTG, PoderData, Atlas, MDA/CNT, e Paraná Pesquisas – que foi contratado pelo governo e pelo PL (partido de Jair Bolsonaro).
Apesar das suposições, a campanha de Bolsonaro diz não ter “elementos probatórios para dar vida à suspeita”, mas pondera que, “se isso for verdadeiro, o que investigações como a ora requestada podem confirmar (ou não!), providências devem ser adotadas” para acabar com a suposta “nefasta prática devastadora da sinceridade democrática”.
Ao contrário do Ministério da Justiça e da PF, dificilmente haverá qualquer resultado na Justiça Eleitoral, principalmente na corregedoria comandada por Benedito Gonçalves.
Na PGE, a chance de alguma vitória dependerá da disposição de Augusto Aras, que joga parado, enquanto espera o desenrolar das eleições. Seu vice, Paulo Gonet, deve manter a atuação técnica e discreta. Sobram as notícias – que, sem o devido contexto, ajudam a máquina bolsonarista nas redes sociais.
Leia os pedidos apresentados nesta quarta-feira (5) pela campanha de Jair Bolsonaro:

