O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, não acatou os pedidos para afastar o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, do cargo. A decisão é desta quarta-feira (7).
Nos últimos dias, a deputada federal Daniela do Waguinho e o vice-presidente da CBF, Fernando Sarney, recorreram ao ministro para anular um acordo firmado em janeiro, que garantiu a manutenção de Ednaldo no comando da entidade.
Alegam que uma das assinaturas do acordo, do ex-presidente da CBF coronel Nunes, pode ter sido falsificada. Há um laudo médico que põe em dúvida a capacidade cognitiva dele para assinar o documento.
Na decisão, Mendes diz que Daniela do Waguinho e Fernando Sarney não têm legitimidade para agir em Ações Diretas de Inconstitucionalidade, que têm regras específicas para quem pode pedir algo. Disse ainda que objeto da ADI é analisar a constitucionalidade de leis, e não tratar diretamente da CBF ou seus dirigentes.
O ministro, contudo, determinou que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro conduza a investigações das denúncias sobre a possível falsificação da assinatura.
Entre janeiro de 2024 até o acordo em janeiro deste ano, Ednaldo se manteve no cargo graças a uma liminar concedida por Gilmar Mendes. Em agosto de 2023, sob a administração de Ednaldo, a CBF fechou uma parceria com o IDP (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Pesquisa), do qual o ministro era sócio. Hoje, a instituição é comandada por seu filho Francisco Mendes.
Leia a íntegra da decisão de Gilmar Mendes:

