A ministra Cármen Lúcia, do Tribunal Superior Eleitoral, rejeitou uma ação de Jair Bolsonaro contra uma série de postagens que o criticavam pelo episódio do pintou um clima com jovens venezuelanas. A decisão foi tomada no dia 30 de outubro, no segundo turno das eleições, e publicada nesta segunda-feira (7).
Entre os autores das publicações estão o influenciador Felipe Neto, a filósofa Márcia Tiburi, o senador Randolfe Rodrigues, os deputados federais André Janones e Tábata Amaral e os jornalistas Rachel Sheherazade, Milly Lacombe e Fábio Pannunzio. Também estão inclusos no pedido a retirada de conteúdos de páginas ligadas à esquerda, como Quebrando o Tabu e Choquei.
Bolsonaro chegou a ganhar ação semelhante durante o período eleitoral, impedindo que Lula continuasse a falar sobre a questão. Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consideraram que o uso da fala do presidente era descontextualizada e causava desinformação aos eleitores.
No entanto, na ação contra os apoiadores de Lula, Cármen Lúcia considerou que o fim do período eleitoral retirava do TSE o poder de vigiar as redes sociais para determinar a exclusão de tais conteúdos. Para ela, Bolsonaro ainda pode pedir a exclusão das postagens, mas deve procurar a justiça comum.
Leia abaixo a íntegra da decisão de Cármen Lúcia

