Três dos 40 candidatos que disputam as 13 vagas de desembargador do Tribunal Regional Federal da 6ª Região participaram na criação da nova corte. André Prado de Vasconcelos, Evaldo de Oliveira Fernandes Filho e Simone dos Santos Lemos Fernandes estiveram ao lado de alguns dos atores da política e do Judiciário que trabalharam na empreitada.
Vasconcelos foi diretor da Justiça Federal, em Belo Horizonte e recebeu o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco mais de uma vez. Em 2019, uma reunião na qual o TRF6 foi um dos temas, terminou com o presidente do Senado defendendo sua criação.

Depois da aprovação, Vasconcelos homenageou, em maio de 2020 (durante a pandemia), alguns dos que lutaram pelo projeto. Pacheco foi um dos agraciados, assim como o deputado federal Fábio Ramalho, relator do projeto e seu defensor histórico.
Assim como Vasconcelos, Fernandes Filho discutiu detalhes do projeto do TRF6. Ele se aproximou do tribunal após ser nomeado juiz auxiliar do ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça – um dos principais defensores da criação da corte federal mineira. Ele até participou de um encontro para discutir o projeto com deputados estaduais mineiros.

Noronha também foi a ponte que permitiu a participação de Simone na criação do TRF6. A juíza foi secretária-geral do Conselho de Jutiça Federal quando o ministro presidia o órgão. Em março de 2020, ela disse que a ideia do tribunal tinha “a marca de ousadia e inteligência do [à época] ministro presidente”.
O Bastidor questionou os juízes federais citados na notícia, mas não recebeu resposta até a publicação.

