O desembargador Carlos Cavalcanti de Albuquerque Filho, do Tribunal de Justiça de Alagoas, quer saber do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, se a corte alagoana pode decidir sobre uma possível suspeição da comissão de juízes responsáveis pelo processo de falência da Usina Laginha.
No mês passado, Nunes Marques suspendeu a tramitação de todos os recursos relacionados ao caso no TJAL ao atender pedido de Solange Queiroz, ex-esposa do ex-deputado federal João Lyra, representada pelo escritório de Sergio Bermudes.
A nomeação dos três juízes para conduzir o processo em Alagoas é contestada pelo ex-administrador judicial, Igor Telino, que foi substituído assim que a nova comissão assumiu.
O ex-administrador aponta potenciais conflitos de interesse em ao menos dois episódios revelados pelo Bastidor: no caso de dois juízes que atuaram no processo e voltaram após acusações de parcialidade e favorecimento a um dos envolvidos na disputa; e na escolha do novo administrador judicial, que teria relações próximas com a família de um dos magistrados.
“Diante do exposto, solicito a orientação de Vossa Excelência e me coloco à disposição para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários”, escreveu Carlos Cavalcanti a Nunes Marques.

