Eduardo Paes pediu ao Supremo Tribunal Federal que a decisão que invalidou a delação da Odebrecht na Lava Jato também seja aplicada ao seu caso. Segundo a empreiteira, o codinome do prefeito do Rio de Janeiro na lista de pagamento de propinas dela era “nervosinho”.

Paes tornou-se réu após ser acusado pelo Ministério Público do Rio de receber propinas. A denúncia apresentada em 2020 foi remetida à Justiça Eleitoral por envolver campanha política, conforme determina jurisprudência do STF.

A possibilidade de Paes conseguir o que deseja é uma incógnita. Desde que Lula conseguiu anular a delação da Odebrecht, Ricardo Lewandowski, relator dessa ação, já concedeu a extensão dos efeitos a Walter Faria, do Grupo Petrópolis. Também permitiu que Aécio Neves acesse e copiasse todo o material em que ele seja citado, desde que não esteja sob sigilo.

Porém, o ministro passou a restringir o entendimento, negando diversos pedidos de outras partes mencionadas na delação de executivos de empreiteira.