As eleições deste ano levaram a religião para os gabinetes do Tribunal Superior Eleitoral. O ministro Paulo de Tarso Sanseverino mandou Flávio e Eduardo Bolsonaro, a Editora Gazeta do Povo e outros bolsonaristas apagarem publicações nas redes sociais em que acusam Lula de apoiar Daniel Ortega, ditador da Nicarágua que persegue cristãos.
De fato, Lula já minimizou a ditadura na Nicarágua e foi parabenizado por Ortega após vencer o primeiro turno no último domingo. Mas não há registro do petista elogiando o ditador ou defendendo o regime nicaraguense.
As mensagens contra Lula tem nítido viés bolsonarista. Uma delas tem a frase: “Um presidente que se preocupa com cristãos. Bolsonaro abre as portas do Brasil para perseguidos pela ditadura da Nicarágua, cujo ditador é amigo de Lula”; em outra, a crítica a Ortega por impedir celebrações cristãs é seguida pela mentira de que Lula dará “apoio financeiro e logístico” ao regime caso seja eleito.
Sanseverino afirmou na liminar que as publicações com “informação manifestamente inverídica” podem prejudicar a campanha de Lula, pois são divulgadas no “período crítico do processo eleitoral, em perfil com alto número de seguidores”.
Leia a decisão proferida pelo ministro do TSE Paulo de Tarso Sanseverino nesta terça-feira (4), após pedido da Coligação Brasil da Esperança:

