No dia 20 de maio, um juiz federal que atuava no gabinete do presidente do STJ, Humberto Martins, foi alvo de mandados de busca e apreensão, na casa dele, em Brasília. Augustino Lima Chaves era, segundo a Polícia Federal, peça chave em um esquema que pode ter gerado 1 bilhão de reais em prejuízos à União. No mesmo dia, foi exonerado do posto na Corte. Desde então, ninguém mais no Judiciário comenta o caso.
Até agora, o Conselho Nacional de Justiça e o Tribunal Regional Federal da 5ª Região explicaram como ficará a situação de Chaves, diante das suspeitas apontadas pela Polícia Federal e se já existe algum procedimento administrativo disciplinar aberto contra ele. Nenhuma das entidades respondeu aos questionamentos feitos Bastidor com insistência nos últimos dias.
Como deixou o cargo que ocupava no STJ, a tendência é que Chaves volte a trabalhar na Justiça Federal no Ceará. Além dele, outro juiz federal aposentado também é suspeito de integrar o esquema. Como a investigação está sob sigilo, seu nome não foi divulgado. Ele também foi alvo de mandados de busca e apreensão. Até o momento, não houve mandados de prisão expedidos contra os investigados.
A dupla de magistrados é suspeita de favorecer empresários em processos abertos pela União para recuperar impostos sonegados. A fraude durou de 2012 a 2016.
A notícia-crime foi encaminhada à Polícia Federal pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Advogados também são suspeitos de participarem do esquema.

